Falência
Famosa rede de academias com quase 600 mil clientes entra em falência
Empresa enfrentou queda na receita após fechamento de academias durante a pandemia
25/08/2026 21h26
Por: Fonte: Jornal A Tarde

Uma das maiores redes de academias dos Estados Unidos, com quase 600 mil clientes ativos, entrou em recuperação judicial após enfrentar uma forte queda na receita durante a pandemia. A Town Sports International, que chegou a manter 185 unidades em operação, teve parte das academias fechadas por determinação sanitária e passou a enfrentar dificuldades para manter a estrutura funcionando.

O pedido de recuperação judicial foi apresentado em setembro de 2020. Na ocasião, a empresa informou à Justiça americana ter entre cerca de R$ 2,75 bilhões e R$ 5,5 bilhões em passivos.

Rede reunia marcas conhecidas nos Estados Unidos

A Town Sports International administrava diferentes marcas de academias espalhadas principalmente pelo nordeste dos Estados Unidos.

Entre elas estavam New York Sports Clubs, Boston Sports Clubs, Philadelphia Sports Clubs e Washington Sports Clubs. O grupo também era responsável por marcas menores, como Lucille Roberts, Total Woman e Around the Clock Fitness.

A empresa mantinha unidades em grandes cidades, como Nova York e Boston, onde os custos de aluguel eram elevados. A estrutura também envolvia milhares de funcionários e centenas de contratos de locação.

Fechamento das academias agravou situação

A crise ganhou força no segundo trimestre de 2020, quando diversas unidades precisaram ser fechadas temporariamente por determinação das autoridades sanitárias.

Com as academias sem funcionar, a empresa deixou de receber parte da receita das mensalidades dos clientes. Ao mesmo tempo, despesas fixas, como aluguel e manutenção, continuaram existindo.

Durante esse período, oito academias foram fechadas definitivamente. A companhia ainda trabalhava com a possibilidade de encerrar outras unidades nos meses seguintes.

A queda na arrecadação acabou atingindo diretamente o modelo de negócio da rede, que dependia da presença dos clientes nas unidades para manter a operação.

Por  Iarla Queiroz