Operação Terra Justa
Ex-PM é preso suspeito de chefiar milícia rural no oeste da Bahia
Ele é acusado de chefiar uma milícia rural que atua há décadas no oeste do estado.
23/12/2025 21h26 Atualizada há 8 meses
Por: Fonte: Portaltela

No bojo da Operação Terra Justa, a Polícia Civil da Bahia prendeu nesta terça-feira 23 o sargento reformado da Polícia Militar Carlos Erlani Gonçalves dos Santos. Ele é acusado de chefiar uma milícia rural que atua há décadas no oeste do estado. A prisão ocorreu após o Tribunal de Justiça reverter decisão que havia concedido liberdade provisória ao ex-PM.

Segundo as investigações, o grupo utilizava empresas de fachada ligadas a serviços de segurança privada para atender grandes fazendeiros da região. As ações atribuídas ao núcleo liderado por Carlos Erlani incluem ameaças, lesões corporais e grilagem de terras envolvendo comunidades tradicionais, além de práticas de controle de pastagens.

A primeira etapa da operação, realizada em abril, permitiu a prisão do acusado pela suspeita de milícia armada. Em nova fase, ele passou a responder também por organização criminosa e lavagem de capitais, mas acabou liberado pela Justiça baiana. A Promotoria recorreu e o TJ revisou a decisão.

A defesa de Carlos Erlani não foi localizada para comentar o caso. Segundo o Gaeco, autoridades apontaram indícios de movimentações financeiras incompatíveis com a renda declarada, com mais de 29 milhões de reais entre 2021 e 2024. Também há indícios de aquisição de armamento pesado e de práticas de pistolagem.

Entre os aspectos apontados pelo Ministério Público, destacam-se a gravidade concreta das condutas e a periculosidade do acusado, considerado líder de uma milícia armada com atuação estável. A decisão de manter a prisão busca salvaguardar a ordem pública, a instrução criminal e a segurança de vítimas e testemunhas, além de evitar a rearticulação do grupo.

Até o fechamento deste texto, não houve resposta oficial da defesa para comentários. As investigações seguem em andamento, com novas informações esperadas sobre o histórico de atuação do grupo e possíveis desdobramentos judiciais.

Fonte: www.portaltela.com